Errata de “Mancha Maldita” (1ª tiragem)

·

·

2–3 minutos

Primeiro, a boa notícia: Mancha Maldita esgotou no site da editora seis dias após o lançamento oficial. A todos que compraram, leram e recomendaram, meu muito obrigado.

Com os leitores vieram também os avisos. Alguns tiveram a gentileza de me escrever apontando erros no livro, e, depois de uma revisão rigorosa do texto final, reuni todos numa lista, já encaminhada à editora. As emendas não chegaram a tempo para a primeira tiragem impressa; por isso ficam aqui, ao final deste texto, para quem já tem o livro em mãos. Nada disso, porém, atrapalha a leitura. Se for dar o livro de presente, por favor, imprima a errata e entregue junto.

E, se você já leu Mancha Maldita, peço um favor: deixe sua avaliação na Amazon e no Goodreads. Poucas linhas bastam; para um romance recém-lançado, cada avaliação ajuda outros leitores a encontrá-lo.

O que aconteceu

O revisor fez dezenas de intervenções arbitrárias no texto, e tive de desfazê-las uma a uma. Funciona assim: quando o revisor troca uma palavra por outra, o arquivo registra duas alterações separadas, uma para a palavra que ele apagou e outra para a que pôs no lugar. Para voltar ao original, é preciso desfazer as duas. Se só uma for desfeita, a frase pode ficar sem nenhuma das duas palavras.

Foi o que, provavelmente, aconteceu com a Ford da página 14. O revisor passou a caminhonete para o masculino; ao desfazer a troca, voltou só uma das partes, e a frase ficou sem o artigo e sem a última letra: “e Ford, adquirid justamente”. O verbo da página 42 se perdeu no mesmo vaivém, entre o “possuir” que escrevi e o “ter” que o revisor impôs.

Os mais graves, portanto, não são meus. Os demais são lapsos miúdos, desses que todo original traz e que a revisão existe para apanhar, mas infelizmente atravessaram-na intactos, depois de tantas idas e vindas.

Faço, ainda assim, o mea culpa: depois de conferir as alterações da revisão, e antes de o livro seguir para a gráfica, eu deveria ter feito uma nova revisão com a ajuda de inteligência artificial. Foi exatamente o que fiz agora, e é dela que sai a lista ao final deste texto.

Contei a história completa, com as intervenções do revisor e o que elas ensinam sobre estilo, em Uma lição de estilo aos revisores.

Aos leitores que encontraram os erros e avisaram, fica o agradecimento. Aos que ainda vão encontrá-los, fica o pedido de desculpas.

Errata

  1. Página 4: “seus os olhos grandes” → “seus olhos grandes”.
  2. Página 9: “Provavelmente veriam-se” → “Provavelmente se veriam”.
  3. Página 10: “margeando estrada” → “margeando a estrada”.
  4. Página 14: “e Ford, adquirid justamente” → “e a Ford, adquirida justamente”.
  5. Página 24: “às coxeiras” → “às cocheiras”.
  6. Página 37: “não havia se passado nem cinco minutos” → “não haviam se passado nem cinco minutos”.
  7. Página 42: “Rodrigo sua própria vida” → “Rodrigo tinha sua própria vida”.
  8. Página 76: “ela abandonou assunto” → “ela abandonou o assunto”.
  9. Página 86: “Sentado no alpendre, estava uma figura de branco” → “Sentada no alpendre”.
  10. Página 86: “o prefeito Romero” → “o prefeito Jairinho”.
  11. Página 87: “sugiram desentendimentos” → “surgiram desentendimentos”.
  12. Página 87: “os Teixeira-Leite” (duas vezes) → “os Teixeira Leite” (padronização).
  13. Página 90: “vinho do porto” → “vinho do Porto”.
  14. Página 100: “deixariam-no à míngua” → “o deixariam à míngua”.
  15. Página 116: “teriam-nos impedido” → “os teriam impedido”.
  16. Página 120: “o para-brisas” → “o para-brisa” (padronização).