Shakespeare não é opcional

Se você não sabe lê-lo, não sabe de nada…

Não, não é exagero dizer que você não pode compreender grande Literatura sem compreender Shakespeare primeiro. Isso é um fato.

Shakespeare é o principal marco da literatura ocidental moderna desde o Renascimento.

Tudo o que veio depois — toda a complexidade psicológica, toda a sofisticação narrativa, toda a profundidade da linguagem literária — passa por ele.

Por que Shakespeare é incontornável?

Porque ele inventou o personagem moderno.

Antes de Shakespeare, personagens eram retratadas em sua camada exterior, com raros lampejos de sua psiquê (geralmente vislumbrada pelas ações externas). Depois de Shakespeare, personagens passaram a ter interioridade psicológica e a expressar, de si para si, o que há nesse mundo subjetivo.

Hamlet hesita. Otelo se consome em ciúme. Lear enlouquece. Macbeth se corrompe com a ambição. Mas todos têm uma consciência aterradora sobre si mesmos e sobre suas próprias circunstâncias.

Eles não são tipos idealizados. São seres humanos complexos, contraditórios, densos.

E toda a literatura posterior bebe dessa fonte.

Flaubert não seria Flaubert sem Shakespeare.

Machado não seria Machado sem Shakespeare.

Tchekhov não seria Tchekhov sem Shakespeare.

Faulkner não seria Faulkner sem Shakespeare.

E até Tolstói não seria Tolstói (apesar de aquele velho orgulhoso não dar o braço a torcer e renegar o bardo, até ele estava sob influência da consciência shakespeariana).

A grande literatura do século XIX e XX — toda ela — tem Shakespeare como fundamento.

Se você pula Shakespeare, está tentando construir uma casa sem alicerce.


Então basta lê-lo e pronto?

Sim. E não. Eis a questão: Shakespeare não se compreende sozinho.

Você pode ler Hamlet dez vezes e ainda assim não enxergar metade do que está ali.

A densidade da linguagem, as camadas dramáticas, a construção dos personagens, ou ainda as técnicas que ele inventou e que se tornaram padrão para toda a Literatura depois dele.

Literatura não se ensina sozinha. É preciso ter iniciação. Você precisa de mediação cultural, de formação, de alguém que te mostre onde está a grandeza e qualidade das obras.

E é exatamente por isso que criei o Clube Crítico, para não te deixar sozinho, no escuro, com uma pilha de livros que não se decifram por si mesmos.


O ciclo atual do Crítico é dedicado a Shakespeare por uma razão:

Porque ele é o fundamento de tudo.

Você vai compreender em profundidade as quatro grandes tragédias:

Hamlet — O abismo psicológico. A hesitação. O nascimento do pensamento moderno. O personagem que se dobra sobre si mesmo e questiona tudo, inclusive a própria ação.

Otelo — O ciúme e honra levados ao extremo. A manipulação de Iago. A destruição trágica de um homem que confia demais. Uma aula sobre psicologia da ruína.

Rei Lear — A loucura, o poder, o vazio existencial. Lear perdendo tudo: reino, sanidade, dignidade, amor. Shakespeare explora os limites do sofrimento humano.

Macbeth — A ambição. A culpa. A queda moral. Um homem destruído por seus próprios desejos. A tragédia da vontade corrompida.

Você não vai apenas “ler” essas obras.

Você vai compreender:

✔ As técnicas dramatúrgicas que Shakespeare criou
✔ A construção dos personagens em profundidade psicológica
✔ A arquitetura das tragédias (como ele monta tensão, clímax, queda)
✔ A linguagem — fonte de toda expressão e pensamento humanos
✔ O que torna essas obras absolutas, incontornáveis, fundadoras

E quando você terminar, você terá as bases literárias para compreender toda a grande literatura que veio depois.


Você tem 48 horas

Sábado, dia 15, às 23h50, as inscrições do Clube Crítico encerram.

Depois disso, você continuará sem essas bases. Continuará lendo no escuro. Continuará tentando compreender a grande literatura sem entender o fundamento.

Ou você pode começar agora. Entre no Clube Crítico. Comece por Shakespeare.

✔ Aulas semanais gravadas sobre as quatro tragédias
✔ Apostilas condensadas com bibliografia completa
✔ Curso O Leitor Crítico + Oficina de Escrita (R$ 3.900 em bônus)
✔ Comunidade privada de leitores sérios
✔ Encontros ao vivo para discussão profunda

Apenas R$ 79,90 ao mês, sem ocupar limite no cartão. Garantia incondicional de 7 dias. Acesso imediato.


Não se pode para pular o fundamento.

Não se pode para compreender literatura sem ele.

Sábado, 23h50. Última chance.

Um abraço,

Paulo Cantarelli

P.S.: “Ser ou não ser” não é apenas uma frase famosa. É o momento em que o personagem moderno nasce: o homem que questiona a própria existência e as consequências de suas escolhas. O que fazemos ou deixamos de fazer, hoje, pode definir toda a nossa existência.

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