E lá vamos nós…
Nas últimas semanas, tenho estado muito ocupado com meus projetos; parei meus estudos sobre tragédia e Shakespeare para resolver alguns problemas da vida (quase) prática.
Mas, enquanto tomo meu chá (saudades de quando meu fígado era novo e café com rum antes das onze horas era permitido), vamos às atualizações do que estou aprontando.
I – Corram para comprar este livro, antes que as piranhas o devorem!
Estou lendo “A Tragédia Shakespeariana”, de A. C. Bradley, o melhor livro crítico que já li sobre Shakespeare. O utilizaremos como base para nossa primeira leitura no Crítico; quanto aos outros livros, os divulgarei noutro momento. Se eu fosse você, o compraria logo (sempre que indico alguma preciosidade, vocês esgotam o estoque, feito piranhas famintas devorando um filé). Se puder encomendá-lo pelo meu link na Amazon, acima, eu agradeceria a preferência.
Andrew Cecil Bradley (1851-1935) foi um acadêmico e crítico literário britânico, formado em Balliol College, Oxford, onde iniciou a docência em inglês e filosofia. Lecionou também em Liverpool e foi professor de Língua e Literatura Inglesa em Glasgow, por fim, chegou a professor catedrático de Poesia em Oxford (quantas voltas os acadêmicos têm de dar para voltar ao mesmo canto de onde partiram?).
Sobre a vida particular de Bradley, pouco sabemos, e duvido que isso nos interesse tanto quanto a vida chocante de Oscarzinho ou os suspiros interiores do velho Flaubert. Bradley nunca se casou, viveu em Londres com a irmã e, aos 84 anos, antes de morrer, destinou seus recursos para uma bolsa de pesquisa em Letras Inglesas. C’est fini.
Mas, de sua docência em Oxford, temos duas grandes obras – que agora também fazem parte de meu repertório crítico –, a já citada “Shakespearian Tragedy” (1904) e o “Oxford Lectures on Poetry” (1909), ambas disponíveis no Projeto Gutenberg, para quem lê em inglês sem dificuldades. Infelizmente, não encontrei tradução da segunda. Se, nos próximos anos, algum editor resolver publicar essa obra esquecida, em português, já sabem de onde tiraram a ideia…
As palestras sobre poesia, aliás, contêm uma boa análise da teoria do conflito hegeliana, que é, sem dúvidas, uma das mais importantes desde tio Ari, embora não a supere. Tratamos dela nas aulas sobre Teatro, no terceiro módulo do Leitor Crítico, que estará disponível para os assinantes do Crítico (os alunos do EFESC já têm acesso).
II – E esse clube que não sai?
Estou trabalhando na revisão de alguns textos, na republicação de meus ensaios online e na criação do portal do Crítico, isso sem contar as aulas do EFESC. Também estou elaborando os contos e novelas para “O Pó da Terra”, meu próximo livro. Sim, “Mancha Maldita” ainda nem saiu e já estou executando o próximo. Perdi tempo demais tentando sobreviver ao Brasil e, agora fora dele (e da agitação nas interwebs, sem idiotas para me encher a paciência), consigo me dedicar despreocupadamente aos ofícios das letras.
Mas, uma coisa prometo: para quem participou de nosso longínquo grupo do Facebook (faz uns oito anos agora, o tempo passa, hein…), consegui montar uma plataforma totalmente responsiva, fácil de usar e que integra comunidade e cursos.
Por que não fazer outro servidor no Discord, como no EFESC? Bem, quem já gerenciou grupos grandes sabe que, depois de cem membros (já chegamos a ter mais de 300 no Telegram), isso vira sua atividade principal na maior parte do tempo. Por isso mesmo, as vagas no EFESC são limitadas, e já estou bem perto de encerrar as inscrições temporariamente.
E aqui, não estou utilizando gatilho mental da urgência ou qualquer truque retórico barato que os marqueteiros digitais utilizam. Sério, vocês não querem saber como é ter de comentar e corrigir os textos de oitenta alunos ao longo do mês; é recompensador, mas você sai esgotado após quatro horas de aula ininterrupta.
No Crítico, isso já não será um problema.
III – Episódio novo do podcast
E, nesse ínterim, estou fazendo a pauta para o novo episódio do EF, que já deveria ter saído na semana passada, mas é a vida. Faz quase um mês desde o último, e não quero que a frequência seja menor do que mensal. É tempo mais do que suficiente para condensar material para a nossa conversa.
Meu chá já está esfriando; melhor retornar ao trabalho agora.
E preparem-se para o Crítico, prometo que será um projeto que vocês não encontrarão igual nem no exterior, muito menos no Brasil.
P.S.: se gostou desta niusletter ou quer que sua mensagem seja lida no Podcast Entender Ficção, basta responder a este e-mail. Eu sempre leio o que vocês me mandam.
Este e-mail foi escrito ao som de Oblivion, de Piazzolla, para oboé (no meio de um álbum maravilhoso de música barroca para o instrumento, mas que coisa…).
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